Adeus, carros japoneses: marca toma decisão e se despede do Brasil
A japonesa Subaru encerrou oficialmente a venda de carros zero-quilômetro no Brasil e fechou todas as concessionárias no país. A decisão marca mais um capítulo de retração no mercado automotivo nacional, especialmente entre marcas de nicho e baixo volume.

O movimento foi confirmado após a última loja da marca, em São Paulo, encerrar as atividades depois de vender todo o estoque disponível.
Por que a Subaru saiu do Brasil?
A saída não aconteceu de forma repentina. Afinal, a operação já vinha reduzida ao longo de 2025, com estoques limitados e ausência de novos lotes de importação. Entre os principais fatores estão:
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📉 Baixo volume de vendas
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🚢 Dependência de importação
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🌱 Entrada em vigor do Proconve L8, norma mais rígida de emissões
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💰 Alto custo para adequação técnica dos motores
Nesse contexto, a marca optou por não investir na atualização dos propulsores para atender às novas exigências ambientais brasileiras, o que inviabilizou a continuidade das importações.
Qual foi o último modelo vendido?
O SUV Forester foi o último modelo zero-km comercializado oficialmente no país.
Conhecido pelo conjunto com motor Boxer, tração integral (AWD) e perfil aventureiro, o modelo sempre teve público fiel, porém restrito.
E quem já tem um Subaru?
Mesmo com o fim das vendas, proprietários não ficarão desassistidos.
Iss porque o pós-venda continuará sendo realizado por meio da Caoa, que representava a marca no Brasil, além de oficinas especializadas e rede autorizada para peças e manutenção.
Garantias vigentes seguem em vigor.

O que isso significa para o mercado?
A saída da Subaru evidencia um cenário cada vez mais competitivo no Brasil. Com exigências ambientais mais severas e avanço das marcas chinesas com modelos eletrificados, fabricantes de baixo volume enfrentam desafios maiores para se manter.
Enquanto algumas apostam em híbridos e elétricos para crescer, outras optam por deixar o mercado até que haja condições mais favoráveis.
No fim, a despedida da Subaru reforça uma tendência: o mercado brasileiro está cada vez mais seletivo e exige escala, tecnologia e estratégia clara para sobreviver.