Lançamentos Renault 2026: vale esperar pela picape Niagara?
A Renault prepara novidades para 2026 e a picape Niagara surge como destaque. Veja o que já se sabe sobre o projeto e se vale a pena esperar
A Renault reorganizou a casa nos últimos meses.
Depois de colocar o Boreal na rua e consolidar o Kardian como pilar da nova fase, a marca mira 2026 com um projeto mais ambicioso.
A picape intermediária Niagara surge como peça-chave dessa estratégia.
A proposta é clara: entrar de vez na briga com a Fiat Toro e ocupar um espaço que a Oroch nunca conseguiu dominar.
A Niagara nasce do mesmo DNA do SUV médio que levou o título de carro do ano em 2025. E isso muda o patamar da conversa.
Como é a Niagara da Renault?
O conceito apresentado em 2024 praticamente antecipou o que veremos na versão final. A Niagara compartilha vários elementos estruturais com o Boreal: faróis, para-lamas, capô e até as portas dianteiras e traseiras vêm do mesmo conjunto.
Mas não é uma simples adaptação.
A dianteira terá para-choque exclusivo, com desenho mais agressivo. A grade frontal abandona o losango tradicional e traz o nome Renault escrito por extenso, reforçando a nova identidade global da marca.
Na traseira, as lanternas mantêm o formato das extremidades visto no SUV, porém ganham uma ligação central que diferencia claramente a picape. O rack de teto mais alto também reforça o perfil utilitário, deixando o modelo visualmente mais robusto.
Dimensões da Niagara: a maior aplicação da plataforma RGMP
A Renault já confirmou que a Niagara será o maior modelo construído sobre a plataforma RGMP no Brasil. Isso significa medidas superiores às do Boreal.
Hoje, o SUV médio tem:
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4,56 m de comprimento
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1,82 m de largura
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1,65 m de altura
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2,70 m de entre-eixos
A plataforma, no entanto, suporta até 5 metros de comprimento e até 3 metros de entre-eixos. Se a Niagara explorar esse limite, ela pode superar a Fiat Toro em 6 cm no comprimento e ainda ter 1 cm a mais de entre-eixos que a rival.
Se mantiver a mesma configuração de suspensão do Boreal, altura e largura devem ser equivalentes. O ganho maior estaria no comprimento e no espaço interno, dois pontos sensíveis nesse segmento.
Conjunto mecânico da Niagara : foco no 1.3 turbo
Debaixo do capô, a base é conhecida. A Niagara utilizará a mesma arquitetura técnica do Boreal e do Kardian.
O motor principal será o 1.3 turbo flex de quatro cilindros, com 163 cv e 27,5 kgfm de torque. A transmissão prioritária será a automatizada de dupla embreagem com seis marchas. Existe possibilidade de uma versão manual, mas o foco comercial deve ficar na automática.
A questão mais delicada envolve a tração 4×4.
Atualmente, a plataforma RGMP não tem aplicação com tração integral no Brasil. Porém, ela deriva da base CMF-B, que globalmente permite essa configuração. No Dacia Duster europeu, o sistema 4×4 trabalha com o motor 1.2 turbo ou na versão a GNV.
Como o Brasil não receberá o 1.2, a Renault precisará adaptar o 1.3 turbo para suportar a tração nas quatro rodas caso queira entrar forte nas versões mais caras.
O motor 2.0 aspirado usado pelo Nissan Kicks no exterior está descartado. Diesel também não está nos planos oficiais, embora a marca não feche totalmente a porta para uma possível surpresa.
Vale esperar pela Niagara?
Se a Renault realmente entregar o maior modelo da RGMP, com porte acima da Toro e conjunto mecânico competitivo, a Niagara pode mudar o jogo dentro da marca.
Ela nasce mais preparada do que a Oroch nasceu lá atrás. Tem plataforma moderna, motor turbo consolidado e estratégia mais clara.
Agora, tudo depende de preço e posicionamento. Se acertar nesses dois pontos, 2026 pode marcar uma virada importante para a Renault no segmento de picapes intermediárias.
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