Nem Onix, nem Polo: BYD Dolphin Mini vira ‘bicho papão’ no mercado de usados
BYD Dolphin Mini desbanca Onix e Polo e vira o “bicho papão” no mercado de usados. Entenda o movimento.
Durante muito tempo, carro elétrico foi tratado como uma aposta arriscada na hora da revenda. Os números mais recentes do mercado de usados mostram que esse cenário começou a mudar de forma clara.
Hoje, o BYD Dolphin Mini leva, em média, 25 dias para ser revendido no Brasil. O tempo é menor do que o registrado por modelos tradicionais a combustão, como o Volkswagen Polo e o Chevrolet Onix, que normalmente ficam entre 40 e 55 dias nos estoques de seminovos.
Na prática, isso coloca o compacto elétrico em um patamar de liquidez que até pouco tempo parecia reservado apenas aos líderes históricos do mercado.
Há um elétrico que vende ainda mais rápido
Se o giro médio de 25 dias já chama atenção, há um caso ainda mais extremo. O BYD Dolphin está sendo revendido em cerca de 19 dias, segundo levantamentos recentes.
Os dados fazem parte do relatório Market Watch Brasil, elaborado pela Indicata, que acompanha o tempo real de permanência dos veículos no mercado secundário.

Dolphin Mini – Foto: Garagem360
O que explica a força do Dolphin Mini no mercado de usados
O bom desempenho do Dolphin Mini não acontece por acaso. Ele é resultado direto da combinação entre demanda aquecida e oferta ainda limitada no mercado de seminovos.
Com um volume elevado de emplacamentos nos últimos meses, surgiu um público disposto a comprar o modelo usado para fugir das filas do zero quilômetro ou conseguir um preço ligeiramente abaixo da tabela.
Além disso, o baixo custo por quilômetro rodado pesa na decisão. Para quem já considera abandonar o motor a combustão, o hatch elétrico se tornou uma porta de entrada natural sem o medo de ficar com o carro parado na revenda.

Dolphin Mini. Foto: Divulgação (BYD)
Revenda rápida ajuda a quebrar o tabu do elétrico
Outro ponto relevante é a manutenção do valor de mercado. Enquanto modelos flex enfrentam desvalorização constante e concorrência elevada, os elétricos da BYD vivem um momento de liquidez quase imediata.
Para o proprietário, isso representa maior segurança sobre o capital investido. Na prática, o receio clássico de que o carro elétrico seria difícil de revender vem perdendo força diante dos dados.
O mercado de usados deixou o recado. Pelo menos neste momento, vender um elétrico compacto pode ser mais simples do que se desfazer de um hatch popular a combustão.
E você, como avalia o Dolphin Mini? Comente e compartilhe a sua opinião com outros leitores do Garagem360.