Mudança na CNH une fim da baliza e foco em carros automáticos

Atualizações em discussão na CNH apontam para o fim da baliza e maior ênfase na condução de carros automáticos; entenda o que está em pauta.

Tirar a Carteira Nacional de Habilitação ficou menos traumático em 2026.

Um novo conjunto de regras alterou de forma profunda o exame prático de direção no Brasil, encerrando a baliza como etapa eliminatória e reformulando o critério de avaliação dos candidatos.

As mudanças constam no novo Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, que passou a valer em todo o país e padroniza a prova prática para todas as categorias de habilitação.

A partir de agora, o foco deixa de ser a execução perfeita de manobras decoradas e passa a avaliar a condução em situações reais de trânsito.

Prova deixa de ser eliminatória por erro isolado

Antes, bastava falhar na baliza para o candidato ser reprovado, mesmo tendo conduzido bem durante todo o percurso. Esse modelo foi abandonado.

Com a nova regra, o exame funciona por pontuação acumulativa. O candidato começa com zero ponto e pode cometer erros ao longo da prova. A reprovação só acontece se o total ultrapassar 10 pontos.

As falhas seguem a mesma lógica do Código de Trânsito Brasileiro, com pesos diferentes conforme a gravidade da infração. Isso permite que o avaliador observe o desempenho geral do candidato, e não apenas um erro específico.

Estacionar continua sendo avaliado, mas sem roteiro fixo

O estacionamento não foi retirado da prova, mas perdeu o formato rígido. Não existe mais exigência de número máximo de manobras, tempo limite ou técnica específica.

A vaga passa a fazer parte do trajeto e o que conta é o resultado final e a postura do condutor durante a manobra. O candidato pode escolher estacionar de frente ou de ré, desde que respeite a sinalização e as regras de segurança.

Vagas propositalmente difíceis deixam de ser permitidas.

Fim do teste da baliza

Foto: Imagem gerada por IA

Exame da CNH passa a refletir o trânsito do dia a dia

O novo modelo prioriza situações comuns da condução urbana. O trajeto precisa incluir cruzamentos, mudanças de faixa, conversões e rotatórias.

Rodovias e vias de trânsito rápido ficam fora do exame. A intenção é avaliar como o futuro motorista se comporta em ambientes reais, com pedestres, ciclistas e fluxo variado de veículos.

A proposta, segundo o governo, é formar condutores mais conscientes, em vez de candidatos treinados apenas para repetir movimentos decorados.

Carros automáticos entram oficialmente na prova

Outra mudança relevante é a autorização do uso de veículos com câmbio automático no exame prático. Desde que o carro esteja regularizado e equipado conforme a legislação, ele pode ser utilizado normalmente.

A medida acompanha a evolução da frota brasileira, que vem registrando crescimento acelerado desse tipo de transmissão, especialmente entre carros novos.

Avaliação fica padronizada no país inteiro

Estados e municípios não podem criar regras próprias para dificultar a prova. O manual estabelece um modelo único de ficha de avaliação, critérios e pontuação.

Isso reduz diferenças entre Detrans e evita reprovações baseadas em interpretações subjetivas de avaliadores locais.

Os examinadores também passam a ter conduta mais restrita. Comentários desnecessários, falas que aumentem a ansiedade do candidato ou induzam ao erro são proibidos.

Erros que reprovam no exame da CNH 2026

Teste da baliza com os cones foi excluído do exame | Foto: Reprodução

O que deixa de reprovar automaticamente na nova prova da CNH?

Algumas situações comuns deixam de ser motivo imediato de reprovação. O carro “morrer” durante o percurso não elimina o candidato. Esquecer o cinto de segurança também não encerra a prova automaticamente.

Nesses casos, o erro é registrado, a pontuação é aplicada e o exame segue após a correção da falha.

A interrupção só ocorre quando há repetição de erros graves, incapacidade de executar comandos básicos ou comportamento incompatível com a segurança no trânsito.

Como fica a prova prática da CNH?

O exame passa a seguir um fluxo mais simples e direto:

  • Identificação do candidato
  • Preparação e ajustes do veículo
  • Início formal da avaliação
  • Condução em percurso urbano definido
  • Estacionamento integrado ao trajeto
  • Encerramento e registro do resultado

E você, como avalia as mudanças na CNH? Comente!

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Matheus Azevedo
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