O governo federal estuda uma mudança que pode alterar a forma como os brasileiros se preparam para tirar a Carteira Nacional de Habilitação.
A proposta em análise prevê que parte do conteúdo exigido para a CNH seja ensinada ainda no ensino médio, antes mesmo de o jovem completar 18 anos.
A iniciativa está sendo discutida no âmbito do Ministério dos Transportes e integra o pacote de medidas associadas à modernização do sistema de habilitação no país. Por enquanto, o projeto não passou da fase de estudos e não existe cronograma oficial para implementação.
Ensino médio pode antecipar a formação do futuro motorista
Na prática, a ideia é que os alunos concluam a etapa teórica da CNH durante a escola. Assim, ao atingir a idade mínima, o candidato precisaria cumprir apenas as aulas práticas de direção e realizar o exame final.
A proposta busca reduzir custos, encurtar o caminho até a habilitação e ampliar o acesso ao documento, sobretudo entre jovens que hoje enfrentam dificuldades financeiras para bancar todo o processo logo após a maioridade.
Segundo o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, o modelo também considera estímulos diretos às escolas que adotarem programas voltados à educação para o trânsito.
“Queremos reconhecer iniciativas que contribuam para formar condutores mais preparados. Ao diminuir barreiras, conseguimos trazer mais pessoas para a formalidade e melhorar a segurança viária”, explicou.
Além do aspecto econômico, o projeto aposta na formação antecipada como ferramenta de prevenção. A expectativa é que o contato com regras, responsabilidades e comportamento seguro desde a adolescência ajude a reduzir infrações e acidentes no futuro.
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Como a proposta se conecta às mudanças recentes na CNH
O estudo dialoga com outras transformações já em andamento no sistema de habilitação, conduzidas pela Secretaria Nacional de Trânsito. Nos últimos anos, o governo avançou na digitalização de serviços, criou mecanismos de incentivo ao bom condutor e reduziu etapas burocráticas.
Nesse cenário, levar o conteúdo teórico para a escola aparece como mais uma tentativa de tornar o processo menos oneroso e mais acessível, sem abrir mão da formação básica exigida para dirigir.
O que ainda precisa acontecer para virar regra
Apesar da repercussão, o projeto ainda não é norma. Para sair do papel, ele depende de avaliações técnicas, negociação com redes de ensino, definição de carga horária e critérios claros de aplicação.
Caso avance, a proposta pode representar uma mudança estrutural na formação de motoristas no Brasil, aproximando educação e mobilidade. Até lá, no entanto, o curso teórico da CNH continua sendo realizado exclusivamente por meio de autoescolas credenciadas.
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