CNH sem Autoescola? Entenda a nova possibilidade e como funciona

CNH sem autoescola; entenda as regras, limites e possíveis impactos. Tiramos as dúvidas do assunto. Saiba tudo

Tirar a carteira de motorista sempre foi um dos processos mais caros para quem deseja dirigir no Brasil.

Em muitas cidades, o valor para concluir todas as etapas chega facilmente a R$ 3.000, o que acaba adiando ou até impedindo o sonho da habilitação. Em 2026, esse cenário começou a mudar.

Uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) passou a permitir que candidatos à CNH não sejam mais obrigados a realizar todas as aulas teóricas e práticas dentro de uma autoescola tradicional, os chamados Centros de Formação de Condutores (CFCs).

A medida entrou em vigor de forma plena em janeiro e abriu espaço para um modelo mais flexível.

O que muda na prática para quem quer tirar a CNH

A principal mudança está na formação prática. Antes, o candidato precisava cumprir um mínimo de 20 horas/aula obrigatórias em um CFC.

Com a nova regra, essa exigência foi reduzida para um acompanhamento pedagógico mínimo, focado na preparação real para o exame.

Além disso, foi criada a figura do Instrutor Independente. Trata-se de um profissional credenciado pelos órgãos de trânsito que pode ser contratado diretamente pelo candidato, sem vínculo com autoescola.

Como não há custos de estrutura física, esses instrutores costumam cobrar valores mais baixos.

Em alguns estados, a regulamentação avançou ainda mais, permitindo que o candidato treine em veículo particular, desde que o carro esteja devidamente adaptado e o monitor seja habilitado para a função.

Dá para economizar mesmo?

Sim. A proposta da nova regra é reduzir custos. Ao eliminar a obrigatoriedade do pacote fechado das autoescolas, o candidato passa a pagar apenas pelo que realmente precisa, como acompanhamento, orientação e preparação para a prova.

No entanto, essa economia vem acompanhada de uma responsabilidade maior. Sem uma grade fixa de aulas, o aprendizado depende diretamente da disciplina do candidato, da qualidade do instrutor escolhido e do tempo dedicado ao treino.

Reprodução/internet

Uma mudança que exige atenção

Especialistas alertam que a flexibilização não significa facilitação da aprovação.

Pelo contrário. O Detran endureceu a avaliação prática, justamente para evitar que motoristas despreparados cheguem às ruas.

Isso significa que quem optar por economizar nas aulas precisa compensar com mais estudo, treino e preparo emocional, já que erros simples continuam resultando em reprovação.

Outras regras também ficaram mais rígidas

Enquanto o acesso à CNH ficou mais flexível para novos condutores, outras normas de trânsito ficaram mais severas para quem já dirige. Infrações comuns passaram a pesar mais no bolso, e o risco de perder pontos ou até a habilitação aumentou.

Ou seja, tirar a CNH pode estar mais acessível, mas mantê-la em dia exige atenção redobrada às novas regras que passam a valer em 2026.

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Entrar no canal do Whatsapp Entrar no canal do Whatsapp
Matheus Azevedo
Escrito por

Matheus Azevedo