CNH sem baliza 2026: o que você precisa saber sobre as novas exigências para o exame
Acabou a baliza no Detran? Entenda novas regras do Manual da Senatran 2026, novo sistema de 10 pontos e o que realmente reprova agora
O pesadelo de motoristas brasileiros chegou ao fim, ou quase isso. Com a publicação do novo Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular (MBEDV) neste início de fevereiro, o teste da baliza com cones em pátios fechados deixou de ser uma etapa obrigatória e eliminatória.
Mas não se engane: saber estacionar continua sendo essencial, só que agora as regras mudaram de cenário. O Garagem360 traz informações oficiais para você não ser pego de surpresa.
Fim do teste da baliza no pátio: o que muda na prática?
Vamos lá, a principal mudança é geográfica: ou seja, a manobra de estacionamento não acontece mais em um ambiente controlado com balizadores de plástico. A partir de agora, o exame é 100% realizado em via pública.
Isso significa que a baliza, como etapa isolada e eliminatória, acabou. O candidato não precisa mais “passar na baliza” para só então ir para a rua. Agora, o estacionamento é apenas uma das tarefas que o examinador solicitará ao longo de um trajeto real, geralmente ao final do percurso.
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Estacionamento não “morreu”
Não pense que você vai receber a CNH sem mostrar que sabe encostar o carro. O que muda é o tamanho da vaga. Segundo o MBEDV, a vaga para o estacionamento durante a prova deve ter o comprimento do veículo acrescido de 50%.
Ou seja, se você estiver em um carro de 4 metros, a vaga terá 6 metros. Além disso, não há mais um tempo cronometrado rígido de 3 ou 5 minutos; o que vale é a segurança e a fluidez da manobra entre carros reais ou guias de calçada.
Fim da reprovação automática
Com certeza uma das maiores vantagens para quem for tirar a habilitação a partir de 2026 é o novo sistema de pontuação. Antes, qualquer erro na baliza significava “volte daqui a 15 dias”. Agora, a lógica inverteu:
- O candidato começa com zero e pode acumular até 10 pontos sem ser reprovado.
- Condutas que não são infrações de trânsito, como deixar o motor apagar (carro morrer), não geram mais reprovação imediata.
- As faltas seguem o CTB: Leve (1 ponto), Média (2 pontos), Grave (4 pontos) e Gravíssima (6 pontos).
Permitido uso de carro automático e próprio
O manual de 2026 finalmente abraçou a realidade da frota brasileira. Agora, é permitido realizar o exame prático em veículos com câmbio automático.
Além disso, os Detrans estão regulamentando o uso de veículo próprio (ou do instrutor autônomo), desde que o carro passe por uma vistoria e possua os equipamentos de segurança e comando duplo exigidos. Isso reduz drasticamente o custo do processo de habilitação, já que o aluno não fica mais “refém” do aluguel do carro da autoescola.
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Reteste gratuito e a progressão do trajeto
Para combater a “máfia das taxas”, o novo regramento nacional estabelece que o primeiro reteste deve ser gratuito (isento de taxa estadual) caso o candidato seja reprovado.
Outra novidade é a progressão de dificuldade: o trajeto do exame deve começar em vias mais calmas para “ambientação” do aluno e evoluir para trechos com maior complexidade de tráfego, permitindo que o examinador avalie o controle emocional de forma gradativa.
Fim do “teatro” das autoescolas
O “fim” da obrigatoriedade das autoescolas com certeza é a mudança mais honesta das últimas décadas. O antigo exame de baliza era um “ritual mecânico” que pouco dizia sobre a capacidade real de um condutor. Agora, o foco sai da memorização de pontos no vidro e vai para a leitura de trânsito.
O exame ficou mais “humano” e menos punitivo com erros bobos, mas exige muito mais atenção do candidato às situações reais, como pedestres e fluxo de veículos. Ou seja, é o fim da era do “robô de baliza” e o início da era do motorista consciente.
Comente aqui: você acredita que o fim da baliza de cones vai formar motoristas mais preparados para a rua ou o trânsito vai ficar ainda mais caótico com exames “mais fáceis”?
Formada em Administração de Empresas, Jornalismo e mestranda em Comunicação. Apaixonada por setor automobilístico, true crime e livros. Fiz da escrita e produção de conteúdo sua paixão e profissão.

