Uber paga “bônus” de R$ 21,5 mil para motoristas trocarem carro a combustão por elétrico; veja regras
Uber lança incentivo de R$ 21,5 mil para motoristas que migrarem para carros elétricos em 2026. Entenda o programa Go Electric
A Uber decidiu tomar as rédeas da eletrificação de sua frota global. Diante do corte de incentivos governamentais em mercados estratégicos, a gigante dos aplicativos anunciou um subsídio direto de US$ 4 mil (cerca de R$ 21,5 mil) para encorajar motoristas parceiros a abandonarem os motores a combustão.
Acompanhe o Garagem360 e veja qual o reflexo para o Brasil.
O que é o programa Go Electric da Uber?
Com a redução de créditos fiscais federais para carros elétricos nos Estados Unidos, a Uber percebeu que a transição da frota corria o risco de estagnar. Para evitar isso, o programa Go Electric foi lançado inicialmente em estados como Nova York, Califórnia, Colorado e Massachusetts.

Programa Go Eletric vai oferecer subsídios para motoristas Uber aderirem a carros elétricos | Foto: Freepik
O objetivo é compensar financeiramente o motorista que optar por um elétrico, novo ou usado, mantendo a viabilidade econômica da operação.
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Uber quer chegar a emissão zero entre 2030-2040
A Uber não está apenas sendo “amigável” com o meio ambiente; há uma pressão global por metas de ESG. A empresa estabeleceu prazos rígidos:
- Até 2030: Emissão líquida zero em toda a América do Norte e Europa.
- Até 2040: Emissão zero no restante do mundo, incluindo o mercado brasileiro. Para isso, parcerias como a firmada com a BYD, que prevê 100 mil veículos elétricos operando pela plataforma na Europa e América Latina, são o pilar central da estratégia.
Explosão dos carros elétricos nos apps no Brasil
Embora o bônus de R$ 21,5 mil ainda não tenha sido anunciado para o Brasil, os motoristas por aqui estão correndo para os elétricos por conta própria. Segundo dados da Gaudium, a participação de híbridos e elétricos nas frotas de aplicativo saltou de 0,8% em 2022 para impressionantes 32,1% em 2025.
O perfil do carro de aplicativo no Brasil também mudou:
- Hatches: 68,5% da frota (onde reinam os elétricos de entrada)
- Sedãs: 26,5%
- SUVs: 3%
Bônus sozinho não resolve o problema
Apesar do incentivo financeiro ser um passo enorme, a empresa reconhece que existem barreiras que o dinheiro não compra de imediato. Hoje, o motorista precisa de pontos rápidos para não perder tempo de trabalho. Além disso, carregar o carro não pode significar “ficar parado” por horas.
Então, mesmo com bônus, o valor de um elétrico zero km ainda é alto para a realidade de muitos motoristas autônomos.
Enquanto nos EUA a Uber precisa dar dinheiro do próprio bolso para compensar a falta de subsídios públicos, no Brasil a história está sendo escrita pelos fabricantes. A “invasão” de modelos como o BYD Dolphin e o Dolphin Mini criou uma eletrificação orgânica nos apps.
O custo por quilômetro rodado desses modelos chineses é tão baixo que o próprio mercado se encarrega de convencer o motorista, mesmo sem um bônus direto de R$ 21 mil da plataforma, embora uma ajuda dessas fosse muito bem-vinda por aqui.
Você acha que um bônus de R$ 21 mil seria o suficiente para você trocar seu carro a combustão por um elétrico hoje? Me conte aqui!
Formada em Administração de Empresas, Jornalismo e mestranda em Comunicação. Apaixonada por setor automobilístico, true crime e livros. Fiz da escrita e produção de conteúdo sua paixão e profissão.

