Ford e Xiaomi vão fabricar carros elétricos nos EUA?
Ford e Xiaomi desmentem oficialmente rumores sobre uma parceria para produzir carros elétricos nos EUA. Entenda o que diz o Financial Times e por que o CEO da Ford admira a tecnologia chinesa.
O mercado automotivo global foi sacudido nesta segunda-feira (2 de fevereiro de 2026) por notícias de uma suposta aliança entre a gigante americana Ford e a tecnológica chinesa Xiaomi. No entanto, o que parecia ser a “parceria do século” foi prontamente desmentido por ambos os lados após uma reportagem do Financial Times sugerir conversas sobre uma joint venture em solo americano.
Ford e Xiaomi vão fabricar carros elétricos nos EUA?
A publicação original, citando fontes anônimas, afirmava que a Ford teria iniciado diálogos preliminares com a Xiaomi e até com a BYD para viabilizar a produção de veículos elétricos nos Estados Unidos, contornando barreiras comerciais.
A resposta das empresas foi imediata e enfática:
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Xiaomi: Classificou a notícia como falsa, reforçando que não possui operações de venda ou serviços nos EUA e que nunca realizou tais discussões.
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Ford: Descreveu o relato como “completamente sem fundamento”, negando qualquer negociação em curso com a fabricante do sedã SU7.

O boato ganhou força devido ao conhecido entusiasmo do CEO da Ford, Jim Farley, pela tecnologia chinesa. Farley não apenas elogia publicamente a eficiência das montadoras do Oriente, como admitiu ter importado um Xiaomi SU7 para uso pessoal. Para o executivo, as empresas chinesas são a maior ameaça — e o maior exemplo de eficiência — para as montadoras ocidentais hoje.
Barreiras Geopolíticas
Mesmo que houvesse interesse, o caminho seria árduo. O governo dos EUA tem endurecido as regras contra o software e hardware chinês em veículos conectados, além de manter tarifas pesadas de importação.
Atualmente, a única cooperação confirmada da Ford com tecnologia chinesa é o licenciamento de baterias da CATL, um modelo de negócio que já sofre forte escrutínio de parlamentares em Washington.
Você acha que uma parceria entre a Ford e a Xiaomi seria o “xeque-mate” no mercado de elétricos, ou as restrições políticas tornam isso impossível?
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Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.