Como deve ser o BYD Dolphin Híbrido que chega ainda este ano?
Tudo sobre o novo BYD Dolphin G: a versão híbrida plug-in flex que chega ao Brasil em 2026. Confira detalhes sobre autonomia, motor 1.5 e a produção na fábrica da Bahia.
O carro que mudou a percepção dos elétricos no Brasil está prestes a ganhar um coração novo. A BYD confirmou o desenvolvimento do Dolphin G, a versão híbrida plug-in (PHEV) do seu hatch de sucesso. Com foco inicial na Europa, o modelo tem o Brasil como destino prioritário ainda em 2026, com um trunfo na manga: a produção nacional e a tecnologia híbrida flex.
Se o Dolphin elétrico já incomodava a concorrência, a versão híbrida chega para atingir o “estômago” do mercado, oferecendo mais autonomia por um preço ainda mais agressivo.
Como deve ser o BYD Dolphin Híbrido que chega ainda este ano?
O grande destaque do Dolphin G será o sistema DM-i (Dual Mode Intelligent). Ao contrário de híbridos convencionais, essa tecnologia prioriza o uso elétrico.
- Conjunto Mecânico: Combina um motor 1.5 a combustão com um motor elétrico potente.
- Exclusividade Brasileira: Para o nosso mercado, o motor 1.5 será adaptado para aceitar etanol e gasolina, tornando-se o primeiro Dolphin Flex do mundo.
- Autonomia: Estima-se que o modelo consiga rodar cerca de 90 km (ciclo europeu) apenas no modo elétrico, ideal para o dia a dia urbano sem gastar uma gota de combustível. No modo combinado, a autonomia total deve superar facilmente os 1.000 km.

A chegada do Dolphin híbrido está diretamente ligada à nova fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia. A produção local não só garante maior disponibilidade de peças, mas também protege o modelo contra as variações bruscas de impostos de importação para carros 100% elétricos.
Essa nacionalização é o que permitirá o posicionamento de preço, que deve ficar abaixo do Dolphin elétrico atual, mirando diretamente o público que ainda tem “ansiedade de autonomia” ou que não possui infraestrutura de carregamento em casa.
Visual e Equipamentos: O que muda?
Embora a base seja o Dolphin que já conhecemos, o modelo 2026/2027 pode trazer refinamentos:
- Design: Leves ajustes na grade frontal (necessários para a refrigeração do motor a combustão) e novas rodas.
- Interior: A famosa tela giratória permanece, mas o painel de instrumentos deve ganhar novos gráficos para monitorar o fluxo de energia entre os dois motores e o nível do tanque de combustível.
- Espaço: O desafio da BYD será acomodar o tanque de combustível e o sistema de exaustão sem sacrificar o excelente espaço interno, uma das marcas registradas da plataforma e-Platform 3.0.

O Dolphin híbrido (Dolphin G) será o “divisor de águas” para quem busca eficiência. Ele une o baixo custo de manutenção da BYD com a versatilidade de um carro que pode viajar para qualquer canto do Brasil usando a rede de postos de combustível existente.
Com lançamento previsto para o segundo semestre de 2026, ele deve se tornar o principal concorrente de hatches tradicionais e até de SUVs compactos que custam na faixa dos R$ 130 mil a R$ 150 mil.
Você prefere o Dolphin 100% elétrico ou esperaria pela versão híbrida flex para ter mais autonomia? Comente sua escolha!
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Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.