CNH em risco: 5 doenças que podem impedir renovação e suspender o direito de dirigir
Vai renovar a CNH? Cuidado, o exame médico pode reprovar. Veja lista de grupos de doenças que podem bloquear seu direito de dirigir
Muitos motoristas encaram a renovação da CNH apenas como uma burocracia de taxas e prazos, esquecendo-se do fator crucial: a avaliação de saúde. O que poucos sabem é que diagnósticos médicos relativamente comuns podem transformar esse processo em uma dor de cabeça.
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Por que o exame médico reprova na renovação da CNH?
A legislação de trânsito brasileira não busca punir quem está doente, mas sim proteger a vida do próprio condutor e de terceiros nas vias. O exame de aptidão física e mental, por exemplo, é a ferramenta usada para garantir que quem assume o volante tem condições plenas de reagir a imprevistos.
Vale lembrar que a frequência dessa “conferência” de saúde varia conforme a idade, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB):
- Até 49 anos: Renovação a cada 10 anos;
- Entre 50 e 69 anos: Renovação a cada 5 anos;
- A partir de 70 anos: Renovação a cada 3 anos.
Se durante esses intervalos o condutor desenvolver certas condições, o médico perito pode considerar o motorista “inapto temporariamente” ou “inapto definitivamente”, impedindo a emissão do novo documento.
Quais doenças impedem a renovação da CNH?
As diretrizes para a avaliação médica são rigorosas e baseiam-se em resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Abaixo, listamos os grupos de doenças que mais frequentemente barram a renovação da CNH.
1. Epilepsia e quadros convulsivos
Condições que envolvem a perda súbita de consciência são o maior pesadelo da segurança viária. No caso da epilepsia, o diagnóstico por si só não impede a direção, mas a falta de controle da doença, sim.
Para ser considerado apto, o motorista geralmente precisa comprovar, via laudo do neurologista assistente, que está em tratamento contínuo e sem apresentar crises há pelo menos um ano.
2. Doenças cardiovasculares graves
O coração é o motor do corpo, e se ele falha, a direção se torna perigosa. Doenças cardíacas que apresentam alto risco de morte súbita, desmaios (síncope), tonturas severas ou arritmias complexas não controladas são fatores impeditivos. O médico perito avaliará a capacidade funcional do coração antes de liberar a CNH.
3. Diabetes com hipoglicemias severas
Ser diabético não impede ninguém de dirigir. O problema reside no descontrole da doença, especificamente na hipoglicemia grave, que pode levar à confusão mental, visão turva e até perda de consciência ao volante.
Diabéticos com a glicemia controlada adequadamente renovam sem problemas, mas aqueles com histórico recente de crises severas podem ser barrados até a estabilização do quadro.
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4. Distúrbios psiquiátricos e saúde mental
A saúde mental é tão importante quanto a física para a condução. Transtornos que afetam o julgamento, a percepção da realidade e a capacidade de reação rápida são avaliados com cautela.
Exemplos: Esquizofrenia, transtorno bipolar não controlado e depressão severa podem comprometer a segurança. Para renovar, é essencial apresentar laudos psiquiátricos que comprovem estabilidade clínica e adesão ao tratamento.
5. Doenças neurológicas degenerativas
Doenças progressivas como Parkinson e Alzheimer afetam diretamente funções cruciais para dirigir, como a coordenação motora, os reflexos e a cognição (capacidade de processar informações).
Então, dependendo do estágio da doença, o médico perito determinará que o condutor não possui mais as condições mínimas necessárias para operar um veículo com segurança.
Você ou alguém da sua família já enfrentou dificuldades ou teve a CNH bloqueada durante o exame médico? Acha que os critérios atuais são justos para garantir a segurança de todos? Comente aqui!
Formada em Administração de Empresas, Jornalismo e mestranda em Comunicação. Apaixonada por setor automobilístico, true crime e livros. Fiz da escrita e produção de conteúdo sua paixão e profissão.

