Stellantis freia a inovação: dona da Fiat suspende projeto de carro autônomo

A Stellantis arquivou seu programa de direção autônoma de Nível 3 devido a altos custos e baixa demanda. Saiba mais sobre a decisão da montadora

A Stellantis suspendeu seu ambicioso projeto de um sistema de direção autônoma de Nível 3, que permitiria aos motoristas tirar as mãos do volante e os olhos da estrada em certas condições.

Stellantis freia a inovação: dona da Fiat suspende projeto de carro autônomo

A informação, exclusiva da agência de notícias Reuters, revela uma mudança de estratégia na gigante automotiva, que enfrenta os altos custos, desafios tecnológicos e incertezas sobre a demanda do consumidor por essa tecnologia.

Em fevereiro deste ano, a Stellantis havia anunciado que seu sistema, parte do programa AutoDrive, estava pronto para ser lançado e era um pilar fundamental da estratégia da empresa. A promessa era permitir que os motoristas pudessem ler livros ou assistir a filmes enquanto o carro estava em movimento.

No entanto, fontes ligadas à empresa confirmou à Reuters que o software de Nível 3 nunca foi lançado e que a tecnologia, embora “pronta para ser implantada”, não tem “demanda limitada no mercado”.

Dona da Fiat suspende projeto de carro autônomo - Imagem gerada por I.A
Dona da Fiat suspende projeto de carro autônomo – Imagem gerada por I.A

 


Ambições tecnológicas em xeque

A decisão da Stellantis reflete uma tendência no mercado, onde montadoras tradicionais investem bilhões para alcançar empresas como a Tesla e gigantes chinesas em tecnologia. O desafio, no entanto, é grande, com custos crescentes, falta de talentos qualificados e a burocracia das grandes corporações.

O cancelamento do projeto de Nível 3 é o mais recente sinal de que a Stellantis tem tido dificuldades para concretizar suas ambições tecnológicas.

A empresa, que recentemente encerrou uma parceria com a Amazon para seu sistema de infoentretenimento, está cada vez mais dependendo de fornecedores externos para o desenvolvimento de software que inicialmente planejava fazer internamente.

A Stellantis afirma que focará seu trabalho interno no que considera mais importante para o consumidor, enquanto trabalha com fornecedores para garantir o acesso às melhores tecnologias a custos competitivos. Para especialistas como Stuart Taylor, diretor da consultoria Envorso, a atitude demonstra que grandes montadoras estão percebendo que “não conseguem fazer tudo sozinhas”.


Você acha que as montadoras deveriam continuar investindo em tecnologia de direção autônoma? Deixe sua opinião nos comentários!

Leia aqui: Supreendente: Stellantis compra startup brasileira que vende seminovos

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Robson Quirino
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Robson Quirino

Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.

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