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Dicas para aumentar a vida útil do pneu

Créditos: Foto: Reprodução
28 julho, 2016
Da Redação, com assessoria

Manter o veículo em perfeito estado é uma garantia de segurança aos condutores e passageiros, além de ajudar a prolongar a vida útil de diversos componentes e, consequentemente, evitar que a saúde financeira seja prejudicada futuramente com problemas inesperados. E quando tratamos deste assunto, não basta apenas verificar os sistemas eletrônicos, a motorização e a suspensão. Também é necessário checar um item de extrema importância: o pneu. A seguir, confira 10 dicas da Caçula de Pneus, filiada à Associação Brasileira de Revendedores de Pneus (Abrapneus), para prolongar a sua durabilidade.

Utilizar a pressão recomendada pelo fabricante

Pesquisas apontam que 25% dos motoristas circulam com pressão dos pneus abaixo do recomendado pelo fabricante, e alguns estudos indicam que 0,2 bar (aproximadamente 3 libras) abaixo da medida indicada reduz em até 10% a vida útil do item. Se a pressão ficar 0,4 bar (cerca de 5,8 libras) abaixo, a vida útil pode cair até 25%, e o consumo de combustível aumenta em mais ou menos 2%.

Não usar pneus com desenho diferente no mesmo eixo

Os pneus estão cada vez mais tecnológicos e, nos últimos anos, isto tem ajudado muito em sua durabilidade. Por outro lado, há novos fatores que devem ser considerados no momento da montagem, como por exemplo, o sentido de giro, o lado de montagem e o uso em estrada pavimentada ou de terra, entre outros.

Quando são instalados componentes com desenho de bandas diferentes no mesmo eixo, há uma perda considerável dos benefícios técnicos como diferença de aderência, capacidade de escoar água, geração de ruído e resistência a rolagem diferentes entre os lados, e isso, em situações extremas, pode desestabilizar o veículo e colocar o motorista em uma situação de risco.

 Respeitar a capacidade máxima de carga do veículo

Todo pneu possui um limite de carga estipulado pelo fabricante e informado em sua própria lateral. Exceder este volume torna o elemento suscetível a falhas, além de danificar sua estrutura e acelerar o desgaste da banda de rodagem. Uma combinação perigosa é pneu com baixa pressão e carga excessiva.

Alinhamento correto para uma direção segura

Veículos desalinhados provocam diversos prejuízos e, entre os principais, destaca-se o desgaste prematuro de pneus e componentes da suspensão, além do aumento do consumo de combustível. Por se tratar de uma medição precisa de ângulos e tolerâncias milimétricas, o equipamento de “alinhamento” deve ser altamente confiável e sistematicamente calibrado. O técnico que executa a medição e correções necessárias precisa ser treinado frequentemente e ter amplo conhecimento da geometria de um veículo.

 Balanceamento em dia, direção sadia

O balanceamento consiste na correção de uma má distribuição de massas ao longo do conjunto pneu e roda, e deve ser executado através da adição de pequenas massas (chumbinho) que compensarão esta irregularidade e garantirão mais equilíbrio ao sistema. A falta de balanceamento causa desgaste irregular nos pneus e antecipa a sua a troca.

 Manter as válvulas de segurança protegidas

 A falta da tampinha na válvula de segurança (bico de encher) pode gerar acúmulo de sujeira em seu interior e/ou danificar o núcleo. Em ambos os casos, haverá a perda de pressão dos pneus. A válvula de segurança resseca e trinca com o passar do tempo, e o principal motivo é a incidência do sol na borracha. É recomendada a troca das válvulas sempre que houver a troca dos pneus.

Realizar o rodízio periodicamente

Pneus dianteiros e traseiros trabalham em situações diferentes e geram desgastes desiguais. Para aumentar a vida útil e o desempenho, mantendo um nível equivalente de desgaste entre todos e com benefício à segurança, é essencial fazer o rodízio conforme recomendação do fabricante. Esta ação deve ser realizada a cada cinco mil quilômetros.

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Usar câmara de ar em pneus sem câmara é errado 

A maioria dos pneus dos veículos leves atuais é de construção radial e não usam câmara de ar, ao contrário dos pneus de décadas atrás, que eram majoritariamente de construção diagonal e utilizavam câmaras de ar. Ao instalar câmaras de ar em pneus originalmente sem, pode-se provocar superaquecimento do componente, comprometendo a segurança e a durabilidade.

 Continue com a mesma medida estabelecida pelo fabricante

A montadora, em conjunto com a fabricante do pneu, projeta a melhor especificação de produto para cada veículo. Além disto, todo conjunto de suspensão e freio sofre influência do desempenho dos pneus, e vice versa. Alterar as medidas originais de fábrica pode colocar o automóvel em uma condição de dirigibilidade e estabilidade diferente da que ele foi desenvolvido e, consequentemente, gerar uma condição de insegurança para o motorista.

Direção agressiva é um perigo

Acelerações e frenagens bruscas, além de representarem um perigo para a vida do condutor, provocam desgaste irregular e acentuado dos pneus. Essa prática ainda prejudica o sistema de freio e o motor e aumenta o consumo de combustível.

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